“CAVEIRALOSOFIA” = ENGODO
Desde a mudança do Comando Geral da PMERJ, estou evitando publicar algum post sobre o novo comando pelo simples fato de ser cedo demais para expor algum tipo de opinião da sua gestão, pois não se completou nem 100 dias de comando. Mas depois de ler essa entrevista não tive como guardar minha opinião.
Vamos lá, alguns fatos não foram publicados na entrevista do Cmt. Geral da PMERJ. Bem, vejamos, o próprio Cmt. foi promovido 03 vezes em menos de 08 anos, sem realizar prova alguma. Por qual motivo só se falou em promoção automática de praças e não de oficiais, já que em 15 anos os oficias ganham 05 promoções sem necessidade de realizar qualquer tipo de prova? Para sair oficial superior basta ter indicação do comandante, sem a necessidade de prova, para realizar o curso onde lhe é garantido diárias (ajuda de custo) para fora do estado no período aproximadamente de 01 ano.
Acho justíssimo a valorização profissional de quem estuda, mas será que tais condições seriam dadas aos praças para melhorarem sua capacitação como é dada aos oficiais? Acho que NÃO, e NÃO mesmo. A filosofia "caveira" do atual comando, em prática, só está segregando ainda mais os praças de polícia. A única "valorização" dada até agora é fechar os quartéis e colocar os praças no POG sem rádio de comunicação (seja o que Deus quiser), criar uma escala extraordinária de serviço de POG de segunda a sexta de 10:00 às 18:00, sem regresso para almoço, mas com direito a uma ração fria (como estudar nessas condições), discriminação total para quem está de IFP, como se o sujeito quisesse estar doente e ter levado um tiro porque quis, aliás, a PMERJ é o único lugar que o médico atesta que o sujeito tá meio doente, meio ferrado e meio podre.
Como alguém diz que não quer que seu soldado se sinta um lixo, se ele não muda as mínimas condições para que ele não se sinta assim e pior, vai a imprensa e declara para a opinião pública que seu soldado é um vagabundo esperto, que não quer estudar e ganha "vantagens" sendo assim. A APM é um lugar muito especial, tão especial que ensina aos seus futuros oficiais (os donos da corporação) que o parafuso se aperta pela ponta e não pela cabeça. Infelizmente mais uma vez me decepcionei com o comando da PMERJ, um comando que tinha a esperança do novo, de representar mudanças significativas para todos, de largar de vez essa mentalidade déspota de 200 anos, mas que aos poucos mostra a verdadeira face da cadeira que representa, um lugar meramente político, um verdadeiro engodo.
